terça-feira, 5 de julho de 2011

O Silêncio que vale Ouro

Esta ultima semana, apesar do silêncio do “cidadão” fui estando atento ao que se ia passando nomeadamente às vozes que vão surgindo agoirando o pior cenário para a nossa economia e para o problema do défice, que já sabemos que existe e que o temos que combater.
Apesar de todas as formas de luta que o anterior governo anunciou para baixar a despesa não se fez rogado em celebrar um contrato de arrendamento para deslocar o Tribunal da Maia para a Zona Industrial da mesma num acto de puro despesismo. Por este pequeno caso, que bem que pode ser a ponta de um gigantesco icebergue, podemos avaliar o que nos esperaria se o PS tivesse ganho as eleições do passado dia 5 de Junho. Fica por avaliar que interesses estariam por trás dessa eventual deslocalização que foi autorizada pelo ex-ministro das Finanças, o maiato Teixeira dos Santos. Que cheira a intrujice… cheira!
Mas o silêncio dá para reflectir. E por vezes reflectimos tanto que só dizemos disparates pegados e que, no que parecem ser palavras tolas e sem qualquer efeito, produzem efeitos catastróficos ao nível da economia mundial, também ela a viver de palavras efémeras. Se a Alemanha diz que lhe dói a Baviera, lá vem as agências de rating baixar seja lá o que for, ou se a França decide que os pepinos espanhóis são do melhor lá está a taxa de juro de quem investiu em pepinos a subir… exemplos exacerbados mas que reflectem bem o que se passa na nossa economia. Temos uns senhores que durante o Governo anterior deitaram abaixo, disseram que era preciso isto e aquilo, e andaram a avisar que íamos para uma situação de calamidade. Agora que chegamos à calamidade e que estão a ser tomadas medidas estruturais que são necessárias (ao contrário do laissez faire do anterior Governo), esses mesmos senhores vem dizer que estamos a caminho da desgraça consumada! Mas o que é isto?
A minha liberdade termina onde começa a dos outros. E a liberdade desses senhores termina quando começam a mexer nos bolsos dos Portugueses com as palavras que dizem, sem qualquer nexo! A começar no profeta da desgraça que por ter previsto a crise de 2007/08 (também o polvo Paul previu os resultados do Mundial), pensa que é o supra sumo da economia e que pode falar de cátedra, para terminar nos exemplos internos. Meus senhores calem-se e deixem o Governo trabalhar! Ou se têm qualquer coisa a dizer, usem a influência que sabem que têm para contactar com o Governo para lhes apresentar as sugestões que pensam ser as melhores para o rumo da Nação. Agora vir para a TV e para os jornais para verborrear criticas apenas pela critica apenas prejudica quem quer levantar país e os cidadãos portugueses.
Estamos perante uma conjuntura difícil e de prognóstico muito reservado é certo. Mas temos que acreditar na mudança de um paradigma que nos querem impor! Não somos o elo mais fraco, nem seremos a face pobre da Europa por muito mais tempo. Acredito que, com as medidas impostas pelo memorando de entendimento e pelas medidas adicionais que o Governo estudou, estaremos de volta ao crescimento dentro de um ano e meio a dois anos. Vai ser muito difícil, mas isso, ninguém nega! Mas temos que lutar para que seja uma realidade.
Por nós, pelos nossos filhos, por Portugal.

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